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Canepa Asset
Caros amigos da Canepa Asset,
 
Trimestre muito complicado para a gestão de renda variável. Ressalte-se, inicialmente, a radical e repentina mudança de humor entre outubro – quando o chamado kit-Brasil prevaleceu com ótima performance (sobretudo Bolsa e Real) e novembro-dezembro, período pós-eleição de Donald Trump, quando esses mesmos ativos locais sofreram e experimentaram enorme volatilidade. O movimento foi semelhante a um “V” invertido, com um ambiente altamente construtivo para os títulos brasileiros sendo procedido de uma venda em massa, com toda essa virada ocorrendo em poucos dias. 
 
No caso da Bolsa, o desempenho mensal do IBX é autoexplicativo da extrema volatilidade do trimestre: outubro (+10,75%), novembro   (-5,0%) e dezembro (-2,55%). Mais marcante que essa oscilação extrema, foi a diferença de desempenho entre as ações dos diversos segmentos. De acordo com os índices setoriais calculados pela Canepa Asset, os indicadores dos papéis ligados a commodities - Mineração (48,9%), Papel e Celulose (27,2%) e Siderurgia (20,8%) – superaram de forma avassaladora a performance das cestas de ações com vínculo maior à economia local, que na maioria atingiu 10% negativos ou abaixo.
 
O baixo índice de acerto do comportamento do mercado após a vitória de Trump, que levou ao acionamento de nossos pontos de stop loss, levou os fundos de renda variável da Canepa – tanto na estratégia long short como long biased - a alcançarem desempenhos abaixo de seus respectivos benchmarks no trimestre.   Especificamente no trimestre, não respeitar os critérios de stop estabelecidos nas operações mencionadas significaria provavelmente um retorno melhor do que o apresentado, mas exporia uma falha grave em nosso principal objetivo como gestores: o respeito ao mandato e às regras de risco e a preservação do capital de nossos cotistas. Seguimos confiantes em nossa busca de retornos consistentes no longo prazo, como tem acontecido desde a criação do fundos da categoria long biased e long short.
 
No entanto, cabe esclarecer a exigência da questão do controle de risco em nossa gestora. Para a Canepa Asset, o mandato é inegociável. Zeramos várias posições que atingiram pontos de stop-loss em um ambiente de baixa visibilidade, sobretudo no produto long short.  Perdemos o “rally” da volta em dezembro. Para quem possui critérios mais “elásticos” de risco, fica a pergunta:  O que teria ocorrido, caso o mercado continuasse com o padrão de descontrole observado em novembro, com a valorização do dólar e abertura das taxas das Treasuries norte-americanas, após a vitória de Donald Trump?
 
Além da rentabilidade verificada (evidentemente, fator importante), é fundamental observar o retorno que “poderia ter acontecido”, caso a volatilidade (desvio-padrão) produzida pela composição da carteira fosse “contra” o gestor logo em seguida (erro de cenário). Se os investidores fizessem sempre essa conta, revelando o padrão da gestão de recursos de cada casa, muitas surpresas desagradáveis seriam evitadas.
 
Exploramos esse tema no relatório, além de explicitarmos nossa visão para renda variável para o começo de 2017. Realizarmos também uma sucinta análise de uma empresa – Raia Drogasil – que estamos carregando tanto nos produtos long biased como long short com retornos bastante positivos.
 
LEIA O RELATÓRIO COMPLETO AQUI
 
 
Um abraço,
Alexandre Póvoa
 

 

Canepa Asset Management - CAM Brasil Gestão de Recursos Ltda.

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